Acontece nos dias 3 e 4 de fevereiro o Workshop de Infografia Multimídia promovido pela Universidade do Porto e pela Agência Lusa.
janeiro 18, 2010
Workshop de infografia multimídia
janeiro 11, 2010
Papers sobre Infografia e BDs na ABCiber
Destaco alguns trabalhos sobre infografia, base de dados e mutimidialidade na ABCiber 2009, evento que ocorreu de 16 a 18 de novembro, em São Paulo:
A estética base de dados e os modos diferenciados para visualização da informação jornalística
Alexandre Farbiaz (UFF) e Suzana Barbosa(UFF)
Resumo: Discute-se a estética base de dados como nova metáfora para a representação da informação jornalística. Para tanto contextualiza-se o web jornalismo e apresenta-se teorizações acerca do reconhecimento, por parte dos artistas da nova mídia, do poder conceitual e estético das bases de dados. Visa-se a contribuir com considerações acerca da recepção da estética base de dados para fazer emergir outros padrões para guiar a apresentação das informações jornalísticas.
Potencialidades do hipertexto em infográficos feitos para a Web: estudo de quatro casos
Rafael Tourinho Raymundo (UNISINOS)
Resumo: O artigo analisa quatro infográficos feitos para a Web, objetivando identificar os elementos hipertextuais e multimidiáticos presentes nos produtos, bem como de que maneira as partes de
cada infográfico se articulam entre si. Foram escolhidos exemplos que se destacassem pelo uso de elementos de hipertexto e multimídia, em meio a um universo de infográficos pobres
destes recursos. A ideia é sugerir caminhos inovadores para a elaboração de infográficos na Web, buscando unidade comunicativa sem o possível risco de stress cognitivo do hipertexto
Formato “Especiais Multimídia” no Clarín.com: uma aproximação entre cinema e novas mídias
Daniela Osvald Ramos (Faculdade Cásper Líbero)
Resumo
Este artigo pretende continuar o mapeamento de novos formatos multimídia informativos desenvolvidos na internet iniciado em nosso relatório de qualificação de doutorado, em especial o formato jornalístico, que apresenta multimídia por integração com o protagonismo do código audiovisual desenvolvido anteriormente pela linguagem cinematográfica. Assim, pretendemos também fazer uma aproximação entre o cinema e as novas mídias, na esteira das pesquisas de Lev Manovich. Escolhemos especialmente o formato dos Especiales Multimedia
do Clarín.com, pois ele vem se consolidando desde 2001. Assim, também analisamos os perfis e a rotina da equipe que produz os especiais.
Todos os trabalhos aqui.
janeiro 8, 2010
The State of Information Visualization
O site eagereyes traçou um panorama e teceu previsões sobre estado da visualização da informação.
Vale uma leitura mais aprofundada e reflexiva.
janeiro 1, 2010
A Web dos dados: caminhos para uma revolução?
Como lidar com o abudante fluxo informacional de dados em constante mutação na web?
Num evento do TEDxSP, Fernanda Viégas, criadora do projeto de visualização Many Eyes, explica como os recursos tecnológicos estão disponíveis na rede em favor da visualização da informação. Fernanda salienta que o que antes era restritro apenas para “experts”, hoje existe um bom número de pessoas interessadas em democratizar esses dados.
Além disso, Fernanda enfatiza como a visualização ajuda a entender melhor um complexo conjunto de informações.
Veja vídeo.
TEDxSP 2009 – Fernanda Viegas from TEDxSP on Vimeo.
dezembro 16, 2009
Defesa da dissertação
Olá, todos!
O blog ficou um tempinho sem atualizar,mas foi por dois motivos nobres: o nascimento do meu filho, Heitor, em setembro, e a construção da dissertação.
Pois bem, foram motivos que me impediram de dar continuidade aos posts sobre infográficos. Agora, voltando aos poucos à vida on line, informo-lhes que o dia da defesa já chegou:
DEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
MESTRANDA: ADRIANA ALVES RODRIGUES
TÍTULO DA DISSERTAÇÃO: INFOGRAFIA INTERATIVA EM BASE DE DADOS NO JORNALISMO DIGITAL
DATA DA DEFESA: 22 de dezembro de 2009.
EXAMINADORES:
Profª. Drª. Suzana Barbosa (UFF)
Prof. Dra. Graciela Natanshon (Poscom/Ufba);
Prof. Dr. Marcos Palacios (Orientador).
Às 9h, na Faculdade de Comunicação da UFBA.
agosto 14, 2009
Artigos sobre infografia

Com a proximidade do Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares,que ocorre no período de 3 a 7 de setembro, em Curitiba, destaco dois papers que abordam a infografia como objeto de análise:
“A infografia como representação visual da notícia da tragédia do voo 4471″, de Itanel Quadros (Universidade Federal do Paraná).
Resumo: O artigo trata da notícia da tragédia do voo 447 e de como ocorreu a sua reprodução visual e sequencial – na forma de infográficos – em alguns jornais brasileiros, espanhóis e estadunidenses. Destaca que as soluções gráficas propostas pelos infografistas para os diversos aspectos dessa tragédia não permitiram, a priori, uma apuração mais precisa. As configurações iniciais se basearam em dados esparsos de fontes oficiais e conjecturas de especialistas aeronáuticos e meteorologistas, acrescidas da criatividade dos profissionais que complementaram suas elaborações visuais com informações geográficas e geológicas da região onde se deu o desaparecimento do avião. O material infográfico foi analisado a partir de conceitos expostos por Valero Sancho e Peltzer.
E
“Os nomes das coisas: em busca do especial multimídia” , Raquel RitterLonghi (Universidade Federal de Santa Catarina)
Resumo: Os chamados “especiais multimídia” reúnem em um mesmo ambiente a linguagem textual, sonora e visual, constituindo-se em formatos noticiosos completos, com autonomia enunciativa. Apesar de considerados formatos inovadores do ponto de vista do uso da linguagem hipermídia, esses produtos ainda estão “escondidos” nos sites
jornalísticos, sendo poucos os casos em que são localizáveis na estrutura do site noticioso. Este artigo tem o objetivo de colaborar para a definição do formato “especial multimídia”, verificando o espaço que ocupa este tipo de produto em alguns sites, e agregando elementos para a definição da sua linguagem, a partir de uma verificação dos conceitos de “multimidialidade por integração” (Ramón Salaverría, 2005) e intermídia
(Longhi, 2008).
Os papers, relevantes para o estudo da infografia,traz novos olhares sobre o tema, e não ficam presos à um panorama superficial ou revisão de literatura sobre a temática. E estão disponíveis no site da Intercom.
Leiam!
agosto 4, 2009
Entrevista: infografia, base de dados e jornalismo digital
Leitores,
Reproduzo aqui parte da entrevista concedida à Yuri Almeida, do blog Herdeiro do Caos, em que a pauta versou sobre a tríade infografia em base de dados- jornalismo digital- bases de dados, fruto da minha pesquisa atual. Esta entrevista foi motivada, principalmente, através do último post, na qual delineio algumas reflexões e apontamentos no que se refere à infografia. Segue abaixo:
O post da Adriana A. Rodrigues* “As bases de dados na infografia interativa:algumas reflexões” levantou algumas questões sobre a temática. Se a palavra-chave do ciberjornalismo é a multimidialidade, a infografia deveria ser melhor aproveitada e utilizada pelos jornais, ou não? Essas e outras perguntas Adriana Rodrigues responde abaixo.
Yuri Almeida – Em seu post você argumenta que os infográficos datam das primeiras pinturas rupestres, mas as novas tecnologias e a Internet potencializaram a sua utilização, principalmente nos jornais. Quais as principais mudanças que você destacaria deste processo?
Adriana Rodrigues – As pinturas rupestres, dentro da literatura infográfica, simbolizam os primeiros indícios da comunicação visual como um todo. A necessidade de comunicar-se, independentemente do suporte, é algo inerente ao ser humano, seja através de gestos, gritos, gravuras, etc.
Trata-se de um ponto de partida para pensar na evolução dos infográficos ao longo do tempo, onde as imagens sempre fizeram-se presente, de uma forma ou de outra. O desenvolvimento tecnológico, com softwares voltados para conferir qualidade e tratamento da imagem gráfica foi muito importante para que a infografia chegasse a este formato hoje. A década de 1980, por exemplo, vai assinalar como a consolidação da infografia mundial, difundida pelo jornal americano USA Today, onde houve o destaque da imagem gráfica enquanto discurso jornalístico. Daí, tem-se, na imprensa, a grande efervecência do jornalismo cada vez mais visual. Quando a infografia migra para Web, ela potencialmente agegra as características do ambiente: é multimídia, interativa, tem atualização contínua,etc. A infografia na Web comporta toda a multimidialidade que a impressa não comporta, devido a característica do suporte. Esta é a principal mudança. Mas também é preciso que o infografista saiba operar toda essa multimidialidade.
Concordo com o Andrew DeVigal,editor de Multimídia do NYTimes, quando ele afirma que um bom infográfico depende de uma boa história, mas que senão souber utilizar o ferramental tecnológico, não adianta produzi-lo. Penso que uma coisa está intimamente ligada a outra. São intercambiáveis. É evidente o conteúdo do infográfico – e aqui me refiro ao infográfico jornalístico – tem de estar coerente com os aspectos inerentes do jornalismo para constituir-se como tal, porém, não há dúvidas que o aparato tecnológico alavancou para a sua consolidação.
YA – Qual a definição de jornalismo de base de dados (ou banco de dados) e a sua relação com os infográficos?
AR – Suzana Barbosa, membro do GJOL e atual professora da UFF, define assim o conceito de Jornalismo Digital em Base de dados como aquele que tem como padrão as bases de dados para a estruturação, edição,apresentação do material jornalístico como todo, além do o enquadrá-lo como na transição da terceira para a quarta geração dentro do jornalismo digital. Ou seja, as bases de dados instauram um novo paradigma, por suas especificidades e potencialidades, o que provoca a criação de produtos jornalísticos digitais dinâmicos.
A infografia mantém estreito vínculo com o jornalismo digital, quando no momento em que o jornalismo praticado na Web avança nas potencialidades, a infografia vai neste bojo, amadurecendo e se sofisticando. No momento atual, nota-se claramente que a inserção das bases de dados se fazem presentes nas infografias interativas, percorrendo caminho natural dentro da evolução da história do jornalismo digital. É o que tento mapear na minha pesquisa de mestrado (em fase conclusiva): A emergência das bases de dados nos infográficos, delimitar suas características, especificidades, funções e potencialidades, etc.Constitui-se numa nova modalidade de produção de infográfico que tem como principal referência o The New York Times, jornal que mais investe em infografias em base de dados atualmente, fato este que outros jornais como o El mundo, USA Today, entre outros, vem aderindo esta prática.
YA - O tempo dedicado à leitura dos jornais na Web e no impresso é cada vez menor. Alguns pesquisadores acreditam que o uso de infográficos, por exemplo, é uma alternativa para atrair a atenção dos leitores. Você acredita nesta afirmativa?
AR – Se formos olhar bem a história da humanidade,vemos que, de uma forma ou de outra, a imagem esteve associada com as palavras. Não é atoa que o pesquisador espanhol Manuel De Pablos afirma, categoriacamente, que sempre houve infografia na história humanística, como debatido na primeira pergunta, pelo fato do aspecto visual ser um dos chamariz para os leitores. As pessoas têm curiosidade de “ver” como os fatos acontecem, e isso os jornais tem de resolver de alguma forma. Os infográficos cumprem esta função, de reconstituir algum fato de grande impacto, como a gripe suína, por exemplo, explicar como tal coisa funciona,etc, etc, etc.
Acredito que não só atrair o leitor, mas servir como instrumento de análise em profundidade. Este é um dos aspectos que tento compreender na minha pesquisa.
julho 29, 2009
As bases de dados na infografia interativa:algumas reflexões
Antes de mais nada, é preciso um esclarecimento que permitirá a compreensão do que defino de Infobases. A infografia, nos moldes como conhecemos hoje, não é produto meramente da informática, das tecnologias digitais e dos softwares em constante mutação e desenvolvimento. Muito antes do aparato tecnológico tornar os infográficos com maior qualidade técnica, tratamento na imagem gráfica, permitir animação, imagens em 3D, é fato que já há indícios de infográficos desde as pinturas rupestres, nos vasos mesopotâmicos, no ideograma chinês, etc, e em diferentes suportes para a transmissão da mensagem. Isto é, de alguma maneira, a imagem estava ligada como forma de comunicação sobre determinados fatos em seus respectivos contextos.
Ao longo do tempo, as primeiras infografias foram aparecendo em periódicos da época, desde o século XV, XVI sobretudo os mapas, onde retratavam os conflitos bélicos e militares daquelas épocas. Mas o apogeu aconteceria na década de 1980, influenciada pelo jornal americano USA Today, e, entre outros fatores, a introdução do Macintosh da Apple, programas de editoração eletrônica para a sofisticação da imagem gráfica, etc, que a produção sistemática e a valorização da infografia enquanto discurso visual jornalístico se consolida na imprensa mundial. Para as infografia na Web, o grande boom ocorre nos atentados a 11 de setembro, quando já se dispunha de um ambiente favorável: a informatização das redações, conexão banda larga, desenvolvimento do aplicativo Flash para que as imagens simulassem um cenário de hiperrealidades.

Da mesma forma, as Bases de dados é algo que sempre existiu nas redações jornalísticas. Entendidas como repositório de informações ou “material de arquivo”, as Bds se tornaram comuns na década de 1960,quando os principais jornais tinham em suas redações uma “sala” para que esse calhamaço de informações fosse armazenado. Constituia-se de uma base de dados (ou banco de dados) do tipo analógica, com espaço físico estruturado para a recuperabilidade daquela informação. Nesta época, que o termo “database” tornou-se comum, principalmente nos Estados Unidos, e consenquentemente, Europa,e depois, ficou bastante conhecida mundialmente. O processo da informática e o surgimento dos computadores fizeram com que a sistamática da estocagem e organizar, recuperar, classificar e recuperar as informações fosse reconfigurada, cujo papel não é mais de simples “arquivamento de material morto”,mas sim, de servir como ferramenta para produção jornalística de conteúdos orginais e dinâmicos.
Estaríamos falando, contudo, de uma quarta fase dentro do jornalismo digital, que seria este tipo de jornalismo em que as Base de dados cumprem uma função essencial para a criação de novas peças informativas. Suzana Barbosa, membro do GJOL e atualmente professora da UFF, propõe o modelo de Jornalismo Digital em Base de Dados- JDBD, na qual argumenta que as BDs se constituem como padrão para a estruturação, edição,apresentação do material jornalístico, além do o enquadrá-lo como na transição da terceira para a quarta geração dentro do jornalismo digital.
Em percurso similar, a infografia também incorporou as bases de dados nas suas produções, o que conferiu uma maior densidade informativa, interatividade, dinamismo e atualização contínua – para citar alguns desdobramentos – e, a colocou num patamar diferenciado das demais produções infográficas, cuja novidade está na junção de ambas as temáticas.
Este tipo de infografia em base de dados funciona, entre outras características, como um instrumento de análise da informação, distinto do que a literatura sobre infografia apregoava: de ser uma leitura rápida e simples de ser compreendida. As bases de dados enquanto elemento-chave destas infografias, produzem rupturas do ponto de vista de produção, edição, apresentação, compreensão e consumo do relato noticioso, porque oferecem mais recursos de análise e profundidade da informação jornalística ,através do entrelaçamento de dados.
O marco teórico para que este panorama da infografia em base de dados fosse desenhado ocorre em 2007, durante a premiação do Malofiej – o oscar mundial da categoria. O The New York Times ganhou a medalha de ouro com o gráfico Sector Snapshot: Retailing. Tratava de um infográfico na qual as bases de dados se sobressaiam dentro daquela estrutura infográfica com atualização contínua.

A partir daí, o jornal americano tornou-se a principal referência e fonte de inspiração hoje quanto à infografia, sobretudo, valorizando as bases de dados em diversos modos de visualizar a informação. Cabe ressaltar aqui que as formas de produção infográficas continuam existindo, calcadas em elementos multimídias (texto, foto, áudio, vídeo, imagens em movimento). Acredito que estas formas simbióticas continuam convivendo num mesmo ambiente, produzindo rupturas e continuidades, pois não há modelo canônico, fechado de fazer infográficos, sobretudo, marcado pela mutabilidade e efemeridade dos aplicativos disponíveis na Web.















