Infografias brasileiras premiadas no Malofiej 19

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Considerado o “Pulitzer em infografia” ou o “Oscar, o Brasil levou 12 medalhas  na  19 edição do Malofiej, ocorrido de 22 a 25 de março, em Pamplona, Espanha.

O Estadão venceu 5 prêmios (uma de ouro, uma de prata e três bronzes). Na categoria on line, foi o único grupo brasileiro que ganhou a medalha de ouro e prata nesta categoria com os infográficos “Tapuiassauro, o novo dinossauro do Brasil” e “Onde atuam os 736 jogadores da Copa”, respectivamente.

Na minha opinião, o ouro era para “Onde atuam os 736 jogadores da Copa”, devido ao seu modo peculiar de narrar o  fato, com riqueza informativa, estética apurada, e alto nível de interatividade.

Na categoria impressa, receberam bronze os trabalhos do Estado sobre a baleia-jubarte, o tapuiassauro e a “Geografia do voto”.

Outros veículos rasileiros que levaram medalhas:

IG: Quem precisa de motorista? e Os dez piores acidentes aéreos do mundo

Veja.com: Quanto você sabe sobre os candidatos a presidente?

Categoria impresso:

Folha de S. Paulo. ‘Genealogia dos partidos políticos’, ‘A vida a bordo de uma plataforma petrolfífera’ e ‘Geografia de um voto’.

Revista Galileu: ‘ As pedras do Caminho’

Revista Época: “A população brasileira cresce mais nos presidios”

Participaram, neste ano, 151 meios de comunicação de 29 países. Foram inscritos, nas duas categorias, 1.356 trabalhos. Das 110 medalhas distribuídas pelo júri neste ano, 8 são de ouro, 25 de prata e 77 de bronze.Os prêmios nesta 19 edição estiveram muito concentrados, das 110 medalhas, mais da metade foram só a 5 publicações: The New York Times (29), National Geographic (10), Público (da Espanha: 7) Washington Post (6), e Clarín (6).

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Infográficos brasileiros: algumas comparações

A infografia interativa por jornais, revistas e agências on line brasileiros ainda é um desafio diário enfrentado pelo infografista e por sua produção. Ao mesmo tempo em que mão-de-obras qualificadas não faltam no mercado nacional. Mas  o fato é que as infografias interativas/animadas brasileiras ainda se encontram em fase embrionária, engatinhando nesta área. É o que eu defino como a primeira fase dos infográficos, isto é, marcado pela linearidade, totalmente sequencial, sem apresentar nenhum tipo de navegação multilinear – característica fundamental nas narrativas infográficas – além da ausência de elementos multimídias básicos (foto, vídio, imagens em movimento).

A Revista Época, por exemplo, se encaixa nestas caracterizações acima descritas. Em “Indiana Jones e as relíquias”,  é o típico exemplo de infográfico de primeira fase, estaques, estáticos, sem animação.  Assim como todos os outros infográficos que a revista produz. Assim como o G1 e Uol, entre outros, são infográficos marcados pela linearidade da narrativa, se aproximando, eu diria, de um slideshow, ou seja, uma sequência de imagens e só.

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É válido ressaltar ainda que iniciativas interessantes têm sido feitas para dinamizar a produção infográfica. O IG, por exemplo, produziu um infográfico Especial F1 2009 que mostra o conteúdo completo da temporada do automobilismo neste ano: estapas, ficha detalhada de cada piloto, regulamento, um tour virtual de todos os Gps, entre outros. Ainda que não tenha tanta multimidialidade como apregoa os infográficos produzidos para a Web, ainda assim, traz inovações para o cenário brasileiro.

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