Visualização de dados em alta no Intercom

Depois da aprovação do meu paper para o Intercom deste ano, agora, ele e todos os demais artigos aceitos estão disponíveis em pdf no site do evento. Fiquei contente ao encontrar outros papers que tratam diretamente da Visualização de dados (datavis) interligado à infografia, o que rende boas discussões conceituais, de tendências e perspectivas. Deixo aqui, então, os trabalhos que versam por esta temática e que será discutido no evento.

Visualização de dados na construção infográfica: abordagem sobre um objeto em construção. Adriana Alves (Faculdade Social da Bahia – FSBA)

Visualização de dados estruturada por banco de dados digitais sintoniza o jornalismo com a complexidade informativa contemporânea. (Walter Teixeira Lima (Fundação Cásper Líbero) e Ana Paula (Feevale)

Visualizações de dados na infografia jornalística e seu uso na Copa do mundo pela Gazeta do Povo. Martias Sebastião Peruyera  -Faculdade Internacional de Curitiba); Gustavo Guilherme de Matta Caetano Lopes (Faculdade Internacional de Curitiba).



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Infografia na era dos dados e gêneros e formatos multimídia

Semana corrida, mas resgistro aqui dois documentos muito pertinentes ao analisar os novos formatos e narrativas na web, sobretudo, utilizando os elementos gráficos. Um, é o doc. feito por Alberto Cairo durante o Seminário virtual promovido pelo Instituto de Prensa, ocorrido ontem.  Em  A beleza da simplicidade: o poder da infografia na era dos dados, Cairo enfatiza que cada vez mais a simplicidade, gráficos explicativos devem vir à tona na visualização da informação, e que há confusão entre arte e infografia: ”

“Tradicionalmente, la confusión entre arte e infografía se debía al número exagerado de diseñadores e ilustradores en los departamentos de gráficos y a la falta de educación visual de los editores, que no entendían la infografía como un lenguaje periodístico”.

Cairo nos fala em Deep Simplicity (profunda simplicidade), ou seja,  que o profundo entendimento de um determinado fato ou acontecimento pode aumentar simples representações. “Cuanto más complejo sea un gráfico y menor el conocimiento de los lectores sobre su contenido, o sobre cómo usarlo, mayor debe ser la cantidad de explicaciones”.

Um outro documento disponível é o Generos_y_formatos_multimedia, do professor Ramón Salaverría. que destaca as novas linguagens jornalísticas na internet. Entre elas, o professor destaca a infografia, dividida em fases: 1) infográficos interativos (1998); 2) infográficos lineares (2000); 3) infográficos 3D (2002) e 4) Database infographics (2005).

Salaverría mostra muitos exemplos de infografias do The Ney York times nestas fases que ele estabeleceu.

Enfim, documentos para não perder de vista.

Jornalismo em base de dados e mídias sociais: o que tem a nos dizer Marcos Palacios?

Jornalismo Digital  foi um seminário que aconteceu na ESEC e abordou temas como as redes sociais, a memória, as tecnologias digitais e o jornalismo.Marcos Palacios,  jornalista e docente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia – UFBa e foi meu orientador no mestrado,  foi o convidado para este seminário. A dica veio do Herdeiro do Caos.

A narrativa visual em alta

Muito interessante o artigo recente  do Carlos Castilho, colunista do Observatório da Imprensa  sobre o crescimento das narrativas visuais no jornalismo, dica do @marcelofreire. Em “ A web impulsiona o crescimento da narrativa jornalística visual”, ele mostra como a web potencializa a produção das narrativas mais visuais no jornalismo e problematiza uma questão bastante pertinente: a de que ainda somos alicerçados em texto como ferramenta principal. Diz o artigo:

A estrutura material e mental para produzir conteúdos jornalísticos em texto não é a mesma da narrativa visual. Um quadro mais detalhado das diferenças ainda está por ser desenvolvido pois até mesmo o telejornalismo ainda se pauta basicamente pela mesma estrutura narrativa do jornalismo impresso.

E nesta conjuntura, a infografia – produto altamente visual, diga-se de passagem – é um dos produtos que mais explora as ferramentas e as tecnologias digitais para criar gráficos mais interessantes. A banda larga foi um fator determinante para que sistematização da infografia na web. Hoje podemos afirmar que a infografia já possui seu próprio status, no sentido de linguagem própria e autônoma na web, hoje com as bases de dados como elemento estruturador das informações.

Esse artigo me lembrou um micropost feito por João Canavilhas, via twitter, que mostra um gráfico (abaixo) enfatizando a profissão do infografista que está cada vez mais em expansão.  E nas palavras de Carlos Castilho “são virtudes especificas da Web que aliadas à facilidade na manipulação e transmissão de imagens permitirão aos jornalistas desenvolver narrativas noticiosas capazes de tornar ainda mais envolvente a imersão do público na informação.

Bom para profissionais e pesquisadores da área.

Papers sobre Infografia e BDs na ABCiber

Destaco alguns trabalhos sobre infografia, base de dados e mutimidialidade  na ABCiber 2009, evento que ocorreu de 16 a 18 de novembro, em São Paulo:

A estética base de dados e os modos diferenciados para visualização da informação jornalística
Alexandre Farbiaz (UFF) e Suzana Barbosa(UFF)

Resumo: Discute-se a estética base de dados como nova metáfora para a representação da informação jornalística. Para tanto contextualiza-se o web jornalismo e apresenta-se teorizações acerca do  reconhecimento, por parte dos artistas da nova mídia, do poder conceitual e estético das bases de dados. Visa-se a contribuir com considerações acerca da recepção da estética base de dados para fazer emergir outros padrões para guiar a apresentação das informações jornalísticas.

Potencialidades do hipertexto em infográficos feitos para a Web: estudo de quatro casos
Rafael Tourinho Raymundo (UNISINOS)

Resumo: O artigo analisa quatro infográficos feitos para a Web, objetivando identificar os elementos hipertextuais e multimidiáticos presentes nos produtos, bem como de que maneira as partes de
cada infográfico se articulam entre si. Foram escolhidos exemplos que se destacassem pelo uso de elementos de hipertexto e multimídia, em meio a um universo de infográficos pobres
destes recursos. A ideia é sugerir caminhos inovadores para a elaboração de infográficos na Web, buscando unidade comunicativa sem o possível risco de stress cognitivo do hipertexto

Formato “Especiais Multimídia” no Clarín.com: uma aproximação entre cinema e novas mídias
Daniela Osvald Ramos (Faculdade Cásper Líbero)

Resumo
Este artigo pretende continuar o mapeamento de novos formatos multimídia informativos desenvolvidos na internet iniciado em nosso relatório de qualificação de doutorado, em especial o formato jornalístico, que apresenta multimídia por integração com o protagonismo do código audiovisual desenvolvido  anteriormente pela linguagem cinematográfica. Assim, pretendemos também fazer uma aproximação entre o cinema e as novas mídias, na esteira das pesquisas de Lev Manovich. Escolhemos especialmente o formato dos Especiales Multimedia
do Clarín.com, pois ele vem se consolidando desde 2001. Assim, também analisamos os perfis e a rotina da equipe que produz os especiais.

Todos os trabalhos aqui.

A primazia do NYTimes no Malofiej 17

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Os resultados do Malofiej 17 deste ano, evento considerado o ‘Oscar” da infografia mundial, demonstram claramente o potencial do NYTimes frente as demais produções infográficas mundo a fora, arrematando 8 das das 18 medalhas de ouro (5, edição impressa, 3, para o online).  Um destes gráficos,  o The Ebb and Flow of Movies: Box Office, ganhou o Peter Sullivan “Best of Show” (gráfico acima). Ouro também para  o Electoral Explorer, que levou o premio Miguel Urubayen de melhor mapa. Portanto, os melhores e mais importantes prêmios da categoria.

mapa-malofiej-17

Tais  premiações  resultaram numa polêmica muito grande  em torno do melhor gráfico do NYtimes. Uns diziam que é um alarde afirmar o gráfico de magnífico, outros, que era bastante confuso, difícil de ler, navegar e entender.  Sem entrar diretamente na polêmica de certos comentários, um fato é inegável: a primazia do NYTimes no Malofiej. As últimas edições comprovam isso, e este ano, repetiu-se a dose.

O jornal americano vem introduzindo, testando, experimentando novas formas de visualizar a informação, através de conhecimentos estatístiscos, cartográficos, inovações no design, etc. Tudo é muito novo, recente, e novos desafios e experimentos estão em curso constatemente, desafiando os limites de produção.  Até porque a história da infografia na Web – mais especificamente – é muito recente, aonde teve sua visibilidade nos atentados do 11 de setembro de 2001, portanto, há 8 anos somente.

Devo dizer que não há formato canônico, fechado, uma matriz única para a elaboração, produção, estruturação e apresentação, edição do conteúdo noticioso. Mais ainda,  não sabemos ao certo, por onde vai caminhar, se é moda – como alguns disseram – se vai consolidar definitivamente. Desde já, a originalidade de tais gráficos do NYTimes tem feito a diferença  e foi motivo de reconhecimento nas últimas premiações do evento, confirmando – até o momento – a soberania infográfica mundial.

Mais:

quadro de medalhas sobre o Malofiej.

Lista completa

Fotos Flickr, criado pelo professor Michael Stoll

Comentário Alberto Cairo

Comentário Chiqui Esteban

Comentário Xocas

Comentário Gert Nielsen

Blog 233 grados

Público: infográficos em base de dados

Como retratado no post anterior, a visualização das informações explorando muitos gráficos estatísticos, sobretudo nos mapas e seguindo esta linha de produção, o jornal português o Público inaugurou a nova etapa dos infográficos: Infografia utilizando base de dados para conteúdos novos. Isto siginifica dizer, em linhas gerais, que os database estão cada vez mais em evidência, não apenas como repositório de informações, mas como materia-prima no processo criativo destas infografias.

O [novo] infográfico do Público, simulou uma votação dos candidatos presidenciáveis, na qual remetia a informação a uma página na web que fica registrada numa base de dados criada pelo jornal. 

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O resultado pode ser visto num mapa interativo com informações desta base de dados, a  depender, oscila em cores nos distritos norte-americanos.  Um outro aspecto a ser ressaltado neste infográfico: há informação especializada, do tipo pro gênero (home ou mulher), por tendência de votos, entre outros. Assim como o The New York Times, aconteceu em tempo real.  

 

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No blog do Mario Cameira, Infografando, há mais informações de como são feitas tais infografias, agora, produzidas pelas bases de dados.

By Adriana Rodrigues