Os dados como notícias

Nunca como hoje, a visualização dos dados estão em evidência, principalmente em diversos jornais on line, revistas, blogs, entre outros. Uma possível justificativa para este fenômeno: agora, tem-se mais aplicativos que permitem torná-los mais dinâmicos, num espaço praticamente ilimitado (o ciberespaço, por exemplo), com a possibilidade de cruzar informação, proporcionar uma maior interatividade com o internauta/usuário, além de contribuir para a memória social (banco de dados).

Hoje, sem dúvida alguma, é uma ferramenta essencial quando se trabalha com a visualização da informação.  Este artigo da Sarah Cohen, do Washigton Post, retrata justamente sobre esta questão. Ela diz:

“Se você tiver a habilidade e tempo, consideram aprender como fazer gráficos interativos como ferramentas de reportagem. Eles são particularmente eficazes nesta fase, pois o nosso desejo natural satisfazer a cavar mais fundo tudo o que vemos. Mas eles também ajudar um “jump-start”, em que se deslocam em linha com um acabado gráfico. A maioria dos sites usam o Flash, embora haja outros a consideram gráficos produzidos usando HTML simples ou javascript ou PHP”

Entre outros aspectos abordados neste artigo, Sarah Cohen fornece dicas de como produzir gráficos com a utilização dos dados, desde o momento da concepção à edição final do produto noticioso.

Um outro artigo que também faz menção à visualização dos dados é o The Web of Data: creating Machine-Acessible information.Aqui, o autor ressalta o poderio da máquina, uma revolução diz ele, na qual vemos a capacidade das máquinas para acessar, processar e aplicar informações. Esta revolução vai surgir a partir de três áreas distintas de actividade ligada à Web Semântica: a Web de dados, a Web de Serviços e da Web de Identidade fornecedores. Estas páginas têm como objetivo tornar conhecimento semântico de dados acessíveis, semânticos e serviços disponíveis conectável, semânticas e de conhecimento dos indivíduos transformável, respectivamente.

Numa tradução livre, um trecho:

“A idéia da Web de Dados originou com a Web Semântica. As pessoas tentaram resolver o problema da incapacidade inerente de máquinas para compreender as páginas web. Inicialmente, o objetivo da Web Semântica era invisível para anotar páginas da web com um conjunto de meta-atributos e categorias, para permitir que máquinas de interpretar textos e colocá-lo em algum tipo de contexto. Esta abordagem não teve êxito porque a averbação era demasiado complicado para o homem que não tinha antecedentes técnicos”.

Mas, uma coisa é certa. A visualização dos dados não deve ser pensada e refletida apenas pelo viés do discurso tecnológico determinista. Neste ponto, concordo com Cairo em seu recente artigo sobre ainda polêmica do Malofiej 2009. Diz Cairo:

“El problema, que es también un problema grave en la infografía de prensa desde sus orígenes, surge cuando la mencionada ambición estilística se antepone a nuestros objetivos centrales como comunicadores: facilitar la comprensión y la exploración de los datos; ser fiables, rigurosos, precisos; no permitir que la técnica sea una barrera entre el mensaje y el lector, sino un canal que conduzca el primero al segundo”.

Ou, como nos alerta Eva Dominguez:

“La visualización de la información es una forma de representación muy característica del momento en que vivimos. Los buenos ejemplos contribuyen a la comprensión al simplificar lo complejo.  A veces la visualización de la información es en sí misma una propuesta estética, no una representación de la realidad. A menudo los datos nos ayudan a interpretarla, pero no podemos aspirar a más. Al fin y al cabo, la verdad no siempre está los datos. Como se suele decir, hay pequeñas mentiras, grandes mentiras y las estadísticas”.

São questões a refletir e observar com mais cautela sobre todas as mutações, muitas delas efêmeras, dentro do ciberespaço, onde novas experiências, formatos, desafios, limites estão permanentemente em curso constante. Neste trecho de Cairo e da Eva, em particular, este é um desafio lançado para a visualização da informação:torná-lo compreensível ao mesmo tempo em que esta nova estética dos dados se encontra em marcha com bastante potencial tecnológico digital.