New York Times personaliza gráficos

 

 

Agora, qualquer pessoa pode produzir seus próprios gráficos. É o que oferece o New York Times que vemseguindo a tendência de colaboração por parte do cidadão.  Para que isto aconteça, eles lançaram o Vizualization Lab, um projeto que disponibiliza os dados e as informações de acordo com a preferência do leitor.

Os gráficos são contruídos através da ferramenta Many Eyes, na verdade, trata-se de um projeto em andamento da IBM Research, construídos especialemente para o NYTimes e que permite aos usuários criar representações visuais dos dados e informações, como gráficos, mapas e outras apresentações gráficas.  A partir de bases de dados mantidas pelo site do jornal, os gráficos podem revelar novas maneiras de interpretar os dados. Além disso, os gráficos permitem comentários. Ando  fuçando este projeto e, depois faço um post sobre minhas impressões.

by Adriana Rodrigues

Visualização interativa das notícias diárias

Um projeto interessante de visualização da informação e a construção de mapas é o – Memetracker.org. O projeto analisa o conteúdo para cotações e, em seguida, exibe-os temporalmente usando um interactiva  parcela empilhada.

Um outro ponto forte que considero no projeto é que ele  possibilita construir  mapas das notícias diárias por meio da análise de ciclo de cerca de 900.000 artigos de notícias diárias a partir de 1 milhão de fontes on-line, que vão da grande mídia para blogs pessoais. Os mapas, via google maps entre outros aplicativos, tem se tornado um elemento de destaque para a visualização da informação nas notícias, principalmente, quando se leva em consideração localizações geográficas.

by Adriana Rodrigues

Por uma cultura visual

 O programa infantil,  Sid, The Science Kid resolveu incentivar as crianças a importância da informação visual na nossa sociedade. Para isso, produziu um videoclipe muito divertido e, acima de tudo, didático, para as crianças. O video vai mostrando os diversos tipos de gráficos (barra, pizza, tabelas, etc) com emoticons e ícones infantis. Excelente para refletirmos quanto ao estímulo de uma comunicação visual.

Via Vectart’s Weblog

by Adriana Rodrigues

A infografia portuguesa mais antiga

 

Em minhas mãos, o  livro “Infografia de Imprensa: História e Análise Ibérica Comparada“, lançado em janeiro deste ano,  da jornalista do jornal Publico.pt, de Portugal, Susana Ribeiro, que faz uma comparação sobre os infográficos da Espanha (El mundo e El Pais) e portugueses (Diário de Notícias e Publico). Neste livro- que é fruto da dissertação de mestrado da autora pela Universidade de Coimbra (UC)- há um dado interessante para a história da infografia: a autora descobriu a mais antiga infografia portuguesa foi  publicada originalmente na Gazeta de Lisboa Ocidental, em 21 de Janeiro de 1723.

A infografia retratava  uma baleia que media 87 palmos de comprimento (naquela época para medir era usada fita métrica) e teria entrado no rio Tejo e subido para a zona da Madre de Deus e depois, seguido para a área de Cacilhas, onde ficou entalada em seco após a maré vazar, agonizando de modo perturbador assustando os moradores daquele local. De acordo com Susana Ribeiro,  a imagem da baleia é o segundo mais antiga infografia ou infograma de imprensa que se tem notícia até o momento. O primeiro, em consonância com vários autores (Sancho, De Pablos, Peltzer, Cairo….) é o jornal londrino Daily Courant, em 1702.

O que muda para os estudos e história da infografia impressa? Na minha perspectiva, a autora integra um dado histórico novo (que já vou colocar na monografia da especialização e na dissertação de mestrado) até então deconhecido pelos anais da infografia. Foi uma descoberta inusitada no panorama dos estudos dos infográficos, despretensiosa até certo ponto, mas que carrega em si um valor acadêmico e histórico signifcativo, se pensarmos que na especificidade do tema e na escassez de bibliografia.

by Adriana Rodrigues